quarta-feira, 1 de outubro de 2014

DÉFICIT PRIMÁRIO : A NOVA BESTA DO APOCALIPSE DA OPOSIÇÃO



Hoje pela manhã fomos informados, primeiro pela vestal global e anunciadora do Final dos Tempos, Miriam Leitão, que finalmente o Apocalipse chegara. As hordas de Belial traziam notícias do Fim, sob a forma do DÉFICIT PRIMÁRIO, uma fera pouco conhecida por 99,999...% dos brasileiros, inclusive os “letrados” e “doutores”.
Déficit Primário : o monstro do Apocalipse está chegando
 Miriam Leitão, com os olhos esbugalhados, afirmava que o Monstro iria arrastar o nosso país para a imensidão do vazio e estaríamos sendo condenados por um governo gastador. O guardião do nosso dinheiro estaria sendo leniente! Portanto o recado estava sendo dado : não podemos eleger Dilma, a mãe de todos os males.
Miriam Leitão : a cada semana um novo Fim do Mundo
 Pouco depois os jornais massacravam os leitores pouco afeitos com o “economês”, com manchetes em que uma rápida leitura mostraria que o Tesouro Nacional está simplesmente no vermelho. Valor, Estadão, Uol, Folha, Agência Brasil, Exame, Veja (sic), nas suas publicações online, pareciam ir ao orgasmo ao publicar manchetes tipo : “”Déficit primário atinge R$ 10,4 bilhões em agosto de 2014” (Agência Brasil); “Setor público apresenta quarto déficit primário consecutivo” (Valor).
Na reta final das eleições, a aposta é no "terror econômico" : país à beira da catástrofe
 Mas, estaremos mesmo próximos ao apocalipse? Será que, depois dessa notícia; da queda da BOVESPA; dos comentários do alucinado Arnaldo Jabor; e das “grandes denúncias” da Veja, enfim o “gigante” acordaria e brecaria o avanço eleitoral de Dilma, execrada e massacrada pelos meios de comunicação a mais de um ano e ainda assim insiste, de forma impressionante, em ter 40% o eleitorado a seu favor?
A mídia “separa” as notícias relativas à economia, ressaltando as que podem soar negativas e colocando em segundo plano, as que podem afirmar que as coisas não estão tão ruins assim. Esse déficit primário significa que o governo deslocou o pagamento dos juros da dívida interna para INVESTIMENTOS, já que as Despesas de Capital cresceram, entre janeiro e agosto, nada menos que 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já os desembolsos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nesse período estão em R$ 42,3 bilhões, alta de 45,6%. A medida que o PAC deslancha, os pagamentos aumentam e isso obviamente tem impacto nas despesas governamentais.
O governo Dilma tem se equilibrado entre a macroeconomia, um conjunto de regras retiradas de manuais asceticos de economia, e a realidade social, que impõe decisões que vem retirando o “sangue” do capital financeiro. O que a torna inimiga n° 1 dos rentistas.
No dia 5 de outubro os eleitores escolherão entre saciar o monstrengo que se alimenta das crises, o mercado financeiro, ou empurra o gigante para frente.

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Por Wellington Duarte. Tecnologia do Blogger.

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