domingo, 23 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES EM NATAL : A CAIXA DE PANDORA ESTÁ SE ABRINDO?



Na quinta-feira (20) Natal teve uma das maiores manifestações populares da sua história recente. Um mar de jovens, especialmente jovens, inundou a BR-101 e expôs as entranhas de um sistema político anacrônico, que há muito deixou de estar em sintonia com o desenvolvimento da democracia, mas que permanece presente graças a uma série de elementos que ainda não foram superados.
Natal em 20 de junho : milhares na BR-101.
Banho de democracia? Certamente que a democracia brasileira, que tem apenas 28 anos, foi sacudida por milhares que foram as ruas do Brasil e pelos pouco mais de 20 mil que se espalharam pela BR-101, numa miríade de cores e interesses. É de se lamentar que a retirada dos ônibus, estratégia dos empresários com o beneplácito do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do RN (SINTRO-RN), tenha desestimulado, quero crer, a participação de milhares de trabalhadores que poderiam ter engrossado essa manifestação. Mas isso é mera suposição.
BR-101 em Natal : a maioria era de jovens.
 Acompanhando uma tendência vista nas últimas manifestações, emergiu um grito “apartidário”, violento e truculento, estranho a manifestações que seriam “democráticas”, animado pelo sentimento, justo, de indignidade contra um sistema que eles mesmos sustentam, ou pelo menos sustentavam até semanas atrás, via apatia política e o voto sem critério algum. 
As bandeiras dos partidos foram hostilizadas.
 A moçada, movida pela adrenalina e animada pelos sussurros e gemidos vindos da obscuridade fascista, puseram em ação a truculência anti-democrática via gritos de liberdade e democracia.
Democracia....democracia?
Protesto que, se num primeiro momento foi considerado “baderna” pela mídia, como num passe de mágica, passou a ser “manifestação” e a “baderna” passou a ser reverenciada como um “muda Brasil”, talvez numa referência ao “Fora Collor”. A crise de representação, que se arrasta desde a década de 90, agora foi exposta à sociedade e a face dessa crise é feia.
A alegria, mesclada com indignação, sem líderes ou liderados, agrada à imagem de quem defende a liberdade do indivíduo, aquele que não responde a ninguém senão a ele mesmo. Não é toa que a postura anarquista voltou a ser vista, por essa massa, como algo atrativo, embora seja uma espécie de “anarquismo soft”, sem referência aos postulados anarquistas e muito mais movido pelo rechaço ao modelo vigente.
Manifestações em todo o Brasil, e especificamente aqui, com várias bandeiras, vários questionamentos e enfurecida pelo anacronismo do sistema de representação política, por um Judiciário corporativo e por uma camada dirigente que, em boa medida, assenhorou-se do aparelho do estado para se auto-reproduzir, fez essa massa literalmente “surtar”. E pequenos grupos, nada desorganizados, aproveitaram esse momento para apresentar seu propósito : a destruição pela destruição, como que para ser um grito de revolta e não apenas de protesto.
Vários pequenos movimentos, sendo o mais expressivo deles o #Revolta do Busão, mergulharam no processo, reverenciando o espírito apartidário e realçando a face democrática via “coletivos”, como se isso não fosse uma forma de organização. A máscara do Anonymus provou que a não-face, que expressa um sentido do “eu sozinho”, também carrega a semente do niilismo que não se sabe bem para onde vai.
Mas manifestações foram infiltradas por provocadores que realizaram atos violentos e assumiram bandeiras políticas reacionárias, mirando não nos governadores e prefeitos, e muito menos nas câmaras, assembleias ou o próprio parlamento. O alvo, claramente passou a ser a presidente Dilma Roussef, e isso ficou claro nas intervenções dos articulistas reacionários da Veja, o esgoto midiático que se apresenta como revista.
 A transformação da luta democrática e social em um cenário de caos e desordem é o “sonho de consumo” forças da direita golpista, que se antes pareciam um delírio esquerdista, agora o que se vê é o seu assanhamento.
Resta saber até onde essas manifestações irão. E também como a esquerda vai se comportar diante dessa situação.
Pandora está se abrindo.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

NATAL VAI PARAR PARA AVANÇAR!




Nestas últimas semanas estamos vendo manifestações que se espalham pelo Brasil e que tem revelado, para o espanto de todos os agentes políticos e sociais, a força e o dinamismo das redes sociais e a impaciência da população diante do não-atendimento de suas demandas básicas. A paciência parece ter chegado ao fim.
 E amanhã Natal poderá dar um exemplo ao Brasil.
Manifestações em Natal : exercício de cidadania
  Teremos uma manifestação que, segundo os menos otimistas, poderá trazer 10 mil pessoas para a BR-101, em frente ao Via Direta.
 Hora de levarmos nosso apoio à esse movimento que, ao meu ver, pode ser o começo de um novo impulso para a ampliação das conquistas já obtidas pelo povo brasileiro nestas última década.
A manifestação trás a marca de demandas por uma melhoria imediata nos transportes públicos em Natal, uma mazela que oprime metade da população da nossa cidade, prisioneira de um oligopólio privado, que recebe como “prêmio”, a complacência do setor público.
 Hora da população, numa manifestação democrática, enviar o recado para que a prefeitura acorde e se posicione ao lado de quem merece : o povo.
 Porque eu vou a manifestação desta quinta em Natal?
 1 - porque é importante que a sociedade mostre aos que governam, que as demandas sociais estão sendo simplesmente desrespeitadas e que a população exige CIDADANIA;
 2 - porque a manifestação não pode ser "dominada" por grupelhos neo-fascistas, interessados no confronto e que pode prejudicar essa manifestação justa;
 3 - porque é chegada a hora dos governos estadual e municipal serem chamados à DIALOGAR com a sociedade civil;
 4 - porque é importante apoiar toda forma de manifestação democrática e progressista, pois é ela que vai fazer o Brasil AVANÇAR.
 É necessário engrandecer esse processo. Não cair na provocação dos “brucutús” que estarão sedentos de ódio amanhã, mas também resistir ao “canto da sereia” dos arrivistas e extremistas, interessados apenas em criar um ambiente sanguinário para dar vazão às suas “sandices revolucionárias”.
 Uma manifestação pacífica, bonita e democrática será a maior lição que a terra da Insurreição de  1935 poderá dar ao Brasil

Amanhã Natal vai parar!

Quero que depois Natal avance!
Por Wellington Duarte. Tecnologia do Blogger.

Tema Original do WordPress. Adaptado por Lissiany Oliveira.