segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ELEIÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS : TODO PODER AO PMDB!

Henrique : eleição garantida pela base do Governo
O PMDB assumirá hoje o COMANDO do Legislativo do Brasil. Elegerá Henrique Alves (PMDB-RN), chefe do clã Alves.
Os outros candidatos são Rose de Freitas (PMDB-ES), Chico Alencar (PSOL-RN) e Júlio Delgado (PSB-MG).

Os três tentam empurrar a eleição para o segundo turno. Alencar já afirmou que apoia Delgado num eventual segundo turno.




Delgado : apoiado por Eduardo Campos e insuflado por Aécio Neves
Delgado não pode ser considerado governista, já que suas posições são mais próximas de Aécio Neves (PSDB-MG). 

O apoio de Eduardo Campos, líder do PSB, é para fortalecer o PSB nas eleições de 2014, já que o PSB quer desbancar a federação fisiológica do papel de "condutor" do Governo.





Rose : votos de quem?
 Rose de Freitas, também do PMDB-ES, lançou sua candidatura, segundo dizem, para mostrar que a federação tem discordantes da forma como Henrique foi escolhido. Na prática sua candidatura tem poucos apoios, mesmo dentro do PMDB. Ela tem buscado apoio nos pequenos partidos.






Alencar : simpático e sm voto.





Chico Alencar (PSOL), um ex-petista moderado que é simpático e bem falante, sabe que sua candidatura é apenas para dar visilibidade ao seu partido que desde a sua criação, tem tentado ser uma "alternativa" ao seu próprio passado.


O fato é que o PMDB, ao comandar as duas casas legislativas, deixa o PT e o Governo numa situação que terá consequencias futuras, leia-se eleições de 2014.

Dizem os mais afoitos que o PMDB tá "comendo pelas beiradas".

Da nossa "bela" bancada, o único voto discordante é de Sandra Rosado (PSB), que vota em Júlio Delgado.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DEOLINDA E A SAGA DO PAPEL : O CRUEL TRATAMENTO DE UM SERVIDOR PÚBLICO A UM CIDADÃO



Antes de começar a narrativa, devo esclarecer que sou servidor público e que defendo intransigentemente o serviço público, como uma necessidade para que o cidadão seja devidamente atendido pelo aparelho estatal. Além disso, embora o servidor e o serviço público sejam alvos constantes das mais severas críticas, basta ser publicado um edital para esse mesmo crítico correr para os cursinhos e tentar a “sorte” de se tornar um novo “barnabé” [1].
Dado o caráter bizarro e absurdo do fato, darei nomes bizarros às personagens dessa verdadeira saga de uma cidadã comum, que teve o azar de precisar de um documento a ser expedido na Central do Cidadão do barulhento e quente shopping Via Direta, e teve que enfrentar uma verdadeira epopeia, digna de Gilgamesh, para ter esse dito documento nas mãos.
Chamemos a cidadã azarada de Deolinda, que não tem automóvel próprio e que, para enfrentar a fúria dos burocratas, teve que se servir do sistema de transporte coletivo que dizem os empresários, atende à nossa população. A saga começa bem antes, portanto, com a Deolinda sendo empurrada e chacoalhada num ônibus calorento e fedorento, e andando posteriormente num sol de rachar o crânio loiro da mesma.
A burrocracia e o "respeito" ao cidadão
 E quando a azarada Deolinda chega à Central do Cidadão, se depara com o maior de todos os medos: um servidor público que não serve ao público, mas sim a ele mesmo. Esse tipo específico de servidor, apesar de todos os avanços que houve no serviço público, parece empestear as repartições públicas municipais, estaduais, federais e siderais. E a visão que o cidadão tem desse elemento se transfere incontinente para o setor público, gerando a máxima que todo liberal gosta: “se fosse privado não seria assim”.
Deolinda, a incauta, solicitou a segunda via da Carteira de Trabalho, um documento criado na década de 40 para que o estado daquela época, ou seja, há mais de 60 anos atrás, tivesse o controle das relações de trabalho. Essa tal Carteira de Trabalho, emitida pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no dito Central do Cidadão do Via Direta, simplesmente sumiu. Sumiram os dados de Deolinda que tentou, sem sucesso é claro, entender o que se passava via telefone, uma invenção de Graham Bell que parece assustar os burocratas.
A epópeia de Deolinda
E lá foi Deolinda atrás da 2ª. Via do maldito documento. Vista como invasora do seu “território” (a mesa) o servidor público recebeu Deolinda com um misto de ódio e desprezo e quando esta perguntou o que ocorrera, a servidora agigantou-se e a pobre Deolinda foi encolhendo sob o olhar ameaçador da agora gigantesca servidora, que parecia saída do filme The Wall.
A servidora, de olhar encolerizado, irritou-se com Deolinda sobre o fato, incontestável é verdade, de que o pedido da cidadã fora simplesmente jogado ao léu. Culpa da CPU, a Central Processament Unit, bradou a servidora, quase culpando Deolinda pela quebra do equipamento. A atrevida Deolinda perguntou se “havia jeito”, o que fez com que a servidora, agora sim irritada por uma pergunta tão imbecil, desse de ombros e dissesse um lacônico “não tem jeito”.
A nobre e sofredora Deolinda buscou refúgio na “chefa” da servidora encolerizada, e lá encontrou um iceberg, que nem sequer se deu ao trabalho de olhar para a jovem, que insistia na necessidade de ter a 2ª. Via do documento já citado. Diante da insistência da cidadã, a “chefa”, olhando para o relógio que ainda marcava 16 horas e 30 minutos, reafirmou que não tinha jeito, posto que a distribuição das fichas, um pedaço de papel que tem uma simbologia significativa, pois representa a subserviência do cidadão à vontade do “dono” daquele minúsculo espaço de pode chamado “mesa”, se encerrara.
Diante dos apelos insistentes a “chefa”, numa atitude magnânima, manda a Deolinda esperar num cadeira, onde já estava outra prisioneira condenada ao esquecimento, como todos nós somos quando precisamos de atendimento, quer no setor público, quer no setor privado. A disputa é pra ver quem trata pior o cidadão.
Passados 60 minutos, a desesperada Deolinda vai caminhando lentamente até a “chefa”, que ao ver a desgraçada, lembrou que a tinha esquecido. Pegou a tal da ficha e a entregou a Deolinda e disse um frio “vá lá”, e lá volta Deolinda para a outra burocrata, a da CPU, que, ao ver a ficha nas mãos da cidadã, explode e diz em alto e bom som que “as pessoas querem matar ela de trabalhar” e olhando furiosamente para AS ÚLTIMAS DUAS PESSOAS A SEREM ATENDIDAS, diz em tom de deboche “... sinto muito, mas vou fazer um intervalo de trinta minutos”, que no linguajar dos burocratas significa sessenta minutos.
O epílogo é um retrato revelador do que todos nós passamos e provavelmente passaremos algum dia. Uma hora depois, a burocrata chega e resolve o tal do problema de Deolinda em menos de cinco minutos.



[1] Refere-se ao servidor público de baixo escalão, retratados numa música de Haroldo Barbosa e Antônio Almeida.
Por Wellington Duarte. Tecnologia do Blogger.

Tema Original do WordPress. Adaptado por Lissiany Oliveira.